segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Darci e o caminho de 2012 - Por Leônidas Mendes

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Leônidas Mendes
Os romanos antigos costumavam afirmar que conquistaram “o mundo (então conhecido) com uma espada na mão e uma colher de pedreiro na outra”, pois que, os mesmos soldados que dominavam territórios, desbravando florestas e vales, derrotando os mais diversos inimigos, abriam estradas, erguiam pontes, soterravam pântanos, construíam portos, pavimentando traslados posteriores, se fossem necessários!


Recorro a esta imagem acerca da expansão territorial do Império Romano na Antiguidade para complementar as observações que, num artigo anterior, fiz sobre a vitória de Darci Lermen para a prefeitura de Parauapebas nas recentes eleições municipais vez que, penso, ele “pavimentou”, na derrota de 2012, sua vitória em 2016!

Naquela oportunidade, afirmei que Darci Lermen avaliou, lá, em 2012, que Valmir Mariano não estava à altura de administrar Parauapebas em toda a sua complexidade! Em sua visão, acredito e reafirmo, faltava-lhe habilidade e desenvoltura política pra equalizar os conflitos de interesses (coletivos e/ou particulares, às vezes, não muito claros) e das demandas sociais de uma cidade como a nossa! 

O tempo e os fatos demonstram a correção de sua percepção!

Mas, não foi apenas quando avaliou (e percebeu) as limitações do seu então adversário, que Darci Lermen começou a desenhar seu retorno ao Morro dos Ventos, agora confirmado! Ele também o fez quando interferiu na escolha da candidatura de seu grupo político: no caso, o hoje vereador eleito José das Dores Couto, o “Coutinho”!

Participei de perto do processo que resultou nessa escolha; inclusive, como parte diretamente interessada, pois que disputei as prévias petistas, sei como Darci Lermen se empenhou para assegurar a assunção de “Coutinho” como candidato oficial. Nomes como o de Roque Dutra (então no PP), de Milton Zimmer ou de Raimundo Neto (ambos do PT) seriam eleitoralmente mais fortes; mas foi Coutinho o escolhido, depois ficou visível o pouco esforço da “máquina administrativa” para que este vencesse Valmir da Integral, em 2012.

A condução política da candidatura de “Coutinho” a prefeito em 2012, inclusive, impondo-lhe um “abraço de afogados” com a ex-prefeita Bel Mesquita (então no PMDB), foi absolutamente desastrosa! 

Sem o efetivo apoio da “máquina administrativa”, que, lembremos bem, em alguns momentos, viu muitos de seus componentes trabalharem contra a própria candidatura, como no famoso “episódio da apreensão do avião de dinheiro” (informação que só poderia ser vazada de dentro, mas, bem de dentro do núcleo, da cúpula da campanha), “Coutinho” estava fadado à derrota, que, afinal, se confirmou!

Finalizo, lembrando que analisar o jogo depois de conhecermos o resultado é mais fácil.

Darci fez aposta de alto risco, mas ganhou: é o prefeito eleito de Parauapebas!

Um comentário:

  1. Muito blá, blá, blá... mas, não disse nada!

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