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terça-feira, 15 de setembro de 2026

Fux, Mendonça e Kássio Nunes: enrolados com Vorcaro, tentaram intervir na PF

Mensagens de Vorcaro expõem rede de contatos no entorno de três ministros do STF

Celular apreendido pela Polícia Federal revela conversas do ex-dono do Banco Master com filhos e advogados ligados a Kassio Nunes Marques, Luiz Fux e André Mendonça — sobre pagamentos, viagens, convites e decisões judiciais.

Mensagens apreendidas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, revelam uma rede de contatos do banqueiro com pessoas próximas a três ministros do Supremo Tribunal Federal: Kassio Nunes Marques, Luiz Fux e André Mendonça. Os registros incluem menções a pagamentos, viagens, convites, reuniões e tentativas de aproximação profissional — embora os trechos fragmentados não comprovem, por si sós, que filhos de ministros tenham recebido valores ou que os magistrados tenham interferido em decisões.

A seguir, o SOL DO CARAJÁS detalha os três eixos revelados pelas novas mensagens.

Filho de Nunes Marques em planilha de pagamentos de R$ 500 mil mensais

O ponto mais sensível envolve Kevin Marques, filho do ministro Kassio Nunes Marques. Segundo as mensagens, o então diretor jurídico do Banco Master, Luiz Rennó, perguntou a Vorcaro, em julho de 2025, se um pagamento de R$ 500 mil mensais a Kevin "mantém".

Em outubro de 2024, Rennó já havia enviado ao banqueiro uma planilha contendo o nome e o telefone de Kevin Marques, acompanhado da expressão "Dominado aqui". Em julho de 2025, voltou a encaminhar a mesma informação. Em agosto, afirmou que, entre os "pagamentos essenciais", estaria faltando a "consult" — aparente referência à Consult Inteligência Tributária.

Segundo dados citados na reportagem do Uol, a Consult teria recebido R$ 6,6 milhões do Banco Master entre agosto de 2024 e julho de 2025. O Coaf teria considerado as transações incompatíveis com a capacidade financeira declarada da empresa, cujo faturamento informado era de R$ 25,5 mil.

Kevin Marques nega ter prestado serviços ao Banco Master ou recebido dinheiro de Vorcaro. Ele, porém, confirma ter recebido R$ 281,6 mil da Consult por serviços tributários especializados, segundo ele sem qualquer relação com o STF. O ministro Nunes Marques afirmou que nunca votou a favor do Banco Master e que seu filho nunca recebeu dinheiro do banqueiro.

Viagem a ser custeada

Em outro episódio, de dezembro de 2024, um agente de viagens procurou Vorcaro afirmando ter recebido um pedido para organizar uma viagem de aproximadamente dez dias, para cinco pessoas, entre 8 e 18 de janeiro, com guias e motoristas que falassem português ou espanhol. O agente perguntou se deveria cobrar o próprio ministro ou "jogar" a conta para o banqueiro.

Vorcaro: "Sim. Atende. Tudo."

A mensagem de "Rayanna"

O material apreendido também traz mensagens de uma mulher identificada como "Rayanna", afirmando que uma "amiga" teria tido um encontro com Nunes Marques e estaria cobrando um pagamento:

"Ela disse que ficou com o kassio"

"Ela tá me cobrando aqui"

O episódio não estabelece, por si só, a natureza ou a efetivação de eventual pagamento.

Filho de Fux manteve contato com Vorcaro por mais de um ano

As mensagens mostram uma relação prolongada entre Vorcaro e Rodrigo Fux, filho do ministro Luiz Fux. Os contatos começaram em maio de 2024 e se estenderam até agosto de 2025, em período delicado para o Banco Master — em novembro de 2024, o banco começava a enfrentar dificuldades para rolar integralmente seus vencimentos de captação.

Naquele mesmo mês, Vorcaro procurou Rodrigo:

Vorcaro: "Quero te chamar para me ajudar num caso."

Rodrigo respondeu que teria prazer em ajudar. Os dois fizeram uma videochamada no dia seguinte e Vorcaro encaminhou um documento para análise. As mensagens não esclarecem qual era o caso nem o conteúdo do documento.

Em dezembro de 2024, ao tentarem marcar novo encontro, Rodrigo adaptou sua agenda ao horário do banqueiro e escreveu:

Rodrigo Fux: "Tapete vermelho, irmão." Vorcaro: "Valeu, irmão!"

Em fevereiro de 2025, Vorcaro ofereceu convites para um camarote no Carnaval do Rio ao filho de Fux e seus familiares:

"Pode chamar o filho e a sogra também! Amigos, quantos quiser."

Orientação para procurar a secretária do ministro

Um dos episódios mais relevantes ocorre em 12 de março de 2025, quando Rodrigo Fux orientou Vorcaro a enviar um e-mail para a secretária de Luiz Fux no STF, com cópia para ele. O conteúdo que seria tratado não aparece nas mensagens apreendidas. Naquele mesmo dia, Rodrigo enviou duas vezes emojis de um soco, aparentemente sinalizando uma conquista.

Em junho de 2025, no dia em que o Cade aprovou a compra de 58% do Banco Master pelo BRB, Rodrigo parabenizou Vorcaro — que não respondeu.

A assessoria de Rodrigo afirma que houve uma tentativa de aproximação comercial, mas que a relação profissional nunca se concretizou. Ele nega ter advogado para Vorcaro ou para o Banco Master, afirma que nunca recebeu valores do banqueiro e que jamais foi contratado para atuar em processos no STF.

Mendonça e a reunião secreta com Vorcaro

As mensagens também aprofundam a relação entre Vorcaro e pessoas próximas do ministro André Mendonça, relator do caso Master. O advogado Ciro Soares, que fez campanha pela indicação de Mendonça ao STF, aparece como intermediário entre o banqueiro e o ministro.

Em março de 2025, Cezinha de Madureira marcou uma reunião entre Vorcaro e Mendonça no escritório do Instituto Iter, ligado ao ministro. A reunião ocorreu fora da agenda oficial. O gabinete de Mendonça confirmou o encontro e afirmou que o ministro recebeu Vorcaro por iniciativa do empresário e que "se limitou a ouvi-lo". O gabinete também confirmou que, naquele mês, recebeu o advogado de Vorcaro e manteve nos registros os memoriais apresentados.

O convite retirado

Em 23 de maio de 2025, Ciro Soares convidou Vorcaro para um evento do Instituto Iter, em Belo Horizonte, marcado para 2 de junho. Três dias depois, porém, voltou atrás — a razão aparece em mensagem na qual Cezinha de Madureira pede que Vorcaro não comparecesse. Ciro escreveu que estava irritado com o deputado:

Ciro Soares: "Cezinha é foda. Tô puto com ele."

Em outro conjunto de mensagens, Ciro Soares comemorou com Vorcaro uma decisão de André Mendonça favorável ao então governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.

O contexto do vazamento

O vazamento das novas mensagens ocorreu horas antes de o STF analisar se deve investigar a relação do ministro Alexandre de Moraes com o banqueiro, a pedido de André Mendonça e com base em relatório da PF que aponta 187 interações entre Moraes e Vorcaro.

Os novos diálogos revelam que o banqueiro tinha relações com o entorno de pelo menos outros três ministros — Nunes Marques, Fux e o próprio Mendonça —, envolvendo filhos, advogados próximos a magistrados, intermediários políticos e eventos ligados a ministros.

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Nota Editorial: Os trechos fragmentados evidenciam o envolvimento do banqueiro com o círculo pessoal e profissional dos ministros, mas não são suficientes, por si sós, para comprovar que filhos de ministros tenham recebido pagamentos ou que magistrados tenham interferido em decisões a favor de Vorcaro ou do Banco Master. Todos os citados negam irregularidades. O SOL DO CARAJÁS acompanhará os desdobramentos do caso.

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Fonte: Jornal GGN — reportagem de Patricia Faermann (15/09/2026), com dados do Uol (leia aqui).

Pesquisa CNT/MDA na reta final: Lula lidera com 40,6% e abre 7,3 pontos sobre Flávio Bolsonaro no 2º turno


Instituto que cravou resultado de 2022 mostra Lula liderando com folga no 2° turno de 2026

O instituto que mais se aproximou do resultado das urnas em 2022 mostra uma corrida mais apertada, mas com o petista à frente em todos os cenários simulados, a menos de três semanas do primeiro turno. A pesquisa MDA/CNT, embora indique uma diminuição da vantagem do presidente Lula sobre o candidato Flávio Bolsonaro, apresenta números que contrariam os resultados das pesquisas contratadas pela Rede Globo (Quaest) e por bancos da Faria Lima (Nexus e Atlas).

A terceira rodada de 2026 da Pesquisa CNT de Opinião, realizada em parceria com o Instituto MDA Pesquisa e divulgada nesta terça-feira (15), mostra o cenário eleitoral na reta final da campanha. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue à frente na disputa presidencial, mas com vantagem reduzida tanto no primeiro quanto no segundo turno.

Na estimulada de primeiro turno, Lula registra 40,6% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 30,4%. A diferença entre os dois caiu de 13,7 pontos (agosto) para 10,2 pontos na reta final.

Vence com folga no segundo turno

Em eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o petista soma 47,3% contra 40% do adversário — uma diferença de 7,3 pontos percentuais, menor que os 9 pontos registrados na rodada de agosto.




Credibilidade do instituto

O resultado ganha relevância pelo histórico do MDA/CNT: no levantamento divulgado no sábado anterior ao segundo turno de 2022, o instituto atribuiu 51,1% a Lula e 48,9% a Bolsonaro. O petista venceu com 50,9% dos votos válidos, contra 49,1% do adversário, na menor diferença da disputa presidencial desde a redemocratização. O MDA/CNT foi o instituto que mais próximo andou de cravar o resultado das urnas.

Dados da Pesquisa

A 170ª rodada foi realizada pelo Instituto MDA Pesquisa entre 9 e 13 de setembro de 2026, com 2.002 entrevistas em todas as regiões do país. A coleta foi feita de forma presencial, em domicílios e pontos de fluxo. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-06902/2026.

domingo, 6 de setembro de 2026

Parauapebas na disputa pela Alepa: conheça os principais candidatos com domicílio eleitoral local que buscam uma das 41 vagas


Eleitorado em alta, mas fragmentação atrapalha

Com eleitorado em alta, 200.937 aptos em 2026, a “Capital do Minério” tenta ampliar sua força na Assembleia Legislativa do Pará, sendo que a saída do deputado Braz abriu espaço para novos nomes.

Parauapebas, um dos maiores colégios eleitorais do sudeste paraense, entra nas eleições de 2026 com vários candidatos a deputado estadual com domicílio eleitoral no município disputando uma das 41 vagas da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa). O cenário ganha contornos estratégicos: o eleitorado local saltou de 182.543 em 2022 para 200.937 aptos em 2026, um crescimento de mais de 10% em quatro anos.

A disputa também é marcada pela saída do atual deputado estadual Braz, único representante com domicílio eleitoral em Parauapebas na Alepa, que decidiu migrar para a disputa de uma vaga na Câmara Federal. Com isso, a cidade busca manter e talvez até ampliar sua voz no parlamento estadual.

Os principais nomes locais na disputa estadual

Rafael Ribeiro (PSD) chega ao pleito como o nome de maior capital político entre os postulantes locais. O ex-candidato a prefeito carrega um “recall” expressivo de 44.862 votos obtidos na última eleição municipal, quando ficou em segundo lugar na disputa pela Prefeitura de Parauapebas.

Hipólito Gomes (PL) mantém a insistência na carreira legislativa. Na última eleição, obteve 3.122 votos para vereador em Parauapebas, uma votação expressiva, mas insuficiente para conquistar a vaga na Câmara Municipal. Agora, tenta novamente chegar à Alepa.

Junior do Macre (Republicanos) é candidato pela primeira vez e conta com um trunfo político relevante: o apoio do ex-prefeito Darci Lermen, uma das lideranças mais influentes da história política recente do município.

Cilmara Bonfim (Avante) também apresenta seu nome. Na última eleição para o legislativo local obteve 1570 votos, não conseguindo a vaga, e busca agora ampliar sua base eleitoral na disputa estadual.

Pablo do MST (PT) apresenta seu nome pela primeira vez em um pleito, representando a pauta do movimento social e a base petista local.

O cenário eleitoral

O Pará tem 6.265.355 eleitores aptos em 2026, contra 6.082.312 em 2022, um crescimento de cerca de 183 mil eleitores no estado. Em Parauapebas, o avanço foi de 18.394 novos eleitores no mesmo período.

O desafio dos candidatos locais é converter o crescimento do eleitorado em votos efetivos para a Alepa, sendo a fragmentação dos votos em Parauapebas, tradicionalmente divididos entre múltiplas candidaturas, um empecilho para garantir que a cidade mantenha representação na capital paraense.

Com a saída do deputado Braz para a disputa federal, a eleição de 2026 representa uma janela de oportunidade para os nomes locais que tentam manter Parauapebas com representação própria na Assembleia Legislativa, em um pleito que combina nomes com histórico consolidado, estreantes com apoio de lideranças locais e novas forças políticas.
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* A matéria destaca os principais nomes, mas existem outras candidaturas com domicílio eleitoral em Parauapebas - consulte o TSE - AQUI

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Citado em queixa-crime, o prefeito de Parauapebas não se manifesta e a Defensoria Pública é acionada

Aurélio Goiano ao lado de Michel Temer e do advogado Dr. João Brasil

Prefeito ficou sem a ‘ajuda’ dos advogados

O prefeito de Parauapebas, Aurélio Ramos de Oliveira Neto (Aurélio Goiano), foi formalmente notificado para apresentar defesa em uma queixa-crime que tramita na Seção de Direito Penal do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), mas permaneceu inerte nos autos. Diante da ausência de manifestação, a Defensoria Pública do Estado foi nomeada para assumir sua defesa técnica e agora requer o pagamento de honorários advocatícios, com base na capacidade financeira do político.

A informação consta na resposta preliminar da 2ª Defensoria Pública Criminal de Segunda Instância, assinada pela defensora Alira Cristina de Menezes Pereira, nos autos do processo nº 0801534-08.2025.8.14.0000. O documento aponta a contradição entre o cargo ocupado pelo gestor e a necessidade de intervenção de um órgão destinado à defesa de hipossuficientes.

Situação contraditória

A situação se mostra contraditória diante da vida pública do polêmico político. Em 15 de junho de 2026, ele publicou em seu perfil oficial no Instagram registros de audiência em São Paulo com o ex-presidente Michel Temer, ao lado do advogado Dr. João Brasil e do ex-ministro Carlos Marun. Além disso, no próprio vídeo no qual xingou a sua vítima, ele afirma que, agora como prefeito, teria “muitos advogados para ajudar”, mas, nos autos, não apresentou defesa própria, resultando na nomeação da Defensoria.

Dr. João Brasil é advogado particular do polêmico político e prefeito de Parauapebas/PA, mas não assumiu a sua defesa na queixa-crime.

Entenda o caso

A ação penal privada foi movida por Wanterlor Bandeira Nunes, ex-chefe de Gabinete e ex-diretor do SAAEP, que acusa o prefeito pelos crimes de calúnia, difamação e injúria (artigos 138, 139 e 140 do Código Penal). A acusação deriva de um vídeo publicado no Instagram, em que o prefeito chama Wanterlor de “vagabundo” e cita supostas “falcatruas” em contrato administrativo da gestão municipal.

O que diz a Defensoria Pública

A Defensoria Pública registrou que foi nomeada para atuar na defesa do prefeito querelado exclusivamente por conta de sua inércia após a notificação judicial, com o objetivo de garantir o contraditório e a ampla defesa, evitando nulidade processual, já que o réu não constituiu advogado particular no prazo legal.

A Defensoria sustenta que a nomeação compulsória não implica reconhecimento de hipossuficiência do prefeito, destacando que ele ocupa cargo público com remuneração expressiva, incompatível com a presunção de pobreza. Por isso, requer a fixação de honorários advocatícios em favor da Defensoria, a serem pagos integralmente, com os valores revertidos ao Fundo Estadual da Defensoria Pública (FUNDEP).

O TJPA ainda não deliberou

Ainda não foi deliberado sobre o recebimento ou rejeição da queixa-crime. O processo tramita publicamente e pode ser consultado no sistema do TJPA.

O prefeito não foi localizado

O prefeito não foi localizado pela reportagem para esclarecer os motivos de não ter constituído defesa particular, e não se manifestou até o fechamento da edição. O espaço segue aberto para eventuais esclarecimentos de sua assessoria jurídica.

VEJA O VÍDEO ABAIXO  CLICANDO AQUI

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

FALHAS GRAVES NO INQUÉRITO SOBRE CASO DO EMPRESÁRIO E O ESTUPRO DE UMA ADOLESCENTE EM PARAUAPEBAS



Estupro de menor por empresário: inquérito policial é marcado por falhas graves

O estupro de uma adolescente de 16 anos, cometido pelo próprio padrasto — um conhecido empresário de Parauapebas/PA, com fortes ligações políticas —, segue em tramitação na Justiça Criminal. A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público do Pará e assinada por todos os promotores que atuam na comarca, o que evidencia a gravidade do caso e a preocupação com as lacunas deixadas na investigação conduzida pela Polícia Civil.

O inquérito, mantido em uma delegacia não especializada, apresenta inconsistências e falhas procedimentais que podem comprometer a robustez probatória e exigem correção imediata.

Delegado optou por não realizar o flagrante

Embora os fatos tenham ocorrido na madrugada de 29 de junho de 2026 e a vítima tenha prestado depoimento no mesmo dia, a autoridade policial optou por instaurar o inquérito por portaria apenas no dia seguinte. O comparecimento imediato da vítima, com identificação clara do agressor, exigiria a lavratura do auto de prisão em flagrante, procedimento padrão em crimes de violência sexual.

Perícia na cena do crime não foi requisitada

O delegado, estranhamente, deixou de requerer a perícia no local do crime, algo elementar, uma falha que além de gravíssima revela uma extremada negligência da autoridade, o procedimento básico de coleta e análise dos lençóis da cama onde a adolescente foi abusada não foi efetuado, a medida é essencial para isolamento de vestígios biológicos e realização de exame de DNA.

Falha na preservação das imagens

Apesar de ciente dos horários cruciais indicados pela vítima e testemunhas, a autoridade policial não os documentou no inquérito, inviabilizando a reconstituição fidedigna dos fatos por meio das câmeras de segurança do condomínio. A perícia técnica no pen drive contendo as filmagens do Condomínio Mirante da Serra também não foi solicitada, comprometendo a cadeia de custódia e a verificação de eventual edição ou supressão das imagens.

Arma de fogo: omissão que coloca vidas em risco

A vítima relatou que o agressor estava armado e proferiu ameaças contra ela e seus familiares. Apesar da gravidade, o delegado não determinou qualquer diligência para localizar e apreender a arma, expondo todos os envolvidos a risco iminente.

'Médica ad hoc' não identificada

O primeiro atendimento hospitalar foi realizado por uma suposta 'médica ad hoc' que absurdamente não assinou o documento nem foi devidamente qualificada, o que levanta dúvidas sobre a validade do ato. 

Em Parauapebas, informações apontam que a suposta 'médica ah doc' seria filha de um sócio do empresário agressor.

Exame realizado com atraso

O exame sexológico, indispensável e de natureza perecível, foi realizado com dois dias de atraso. Embora o laudo tenha confirmado vestígios de conjunção carnal, a demora comprometeu a integridade da prova técnica.

Denúncia oferecida, mas novas diligências são urgentes

Apesar das falhas graves no estranho inquérito policial, o Ministério Público reuniu elementos para denunciar o empresário por estupro majorado (crime hediondo), com pena-base de 6 a 10 anos, podendo ser acrescida em até 5 anos.

O MPPA deve requerer novas diligências, como a coleta de material genético para extração de perfil de DNA.

Novo depoimento em ambiente acolhedor 

O 'Termo de Oitiva da Adolescente' que consta no inquérito policial se mostra flgrantemente ilegal e imprestável, pois conduzido com exposição desnecessária da vítima, por esse motivo, segundo informação, o MP requereu um novo depoimento da adolescente com a máxima urgência, conforme prevê a Lei, visando evitar a revitimização e garantir que sua fala seja ouvida por especialistas em ambiente acolhedor. 

Prisão preventiva e proteção às testemunhas

É urgente a decretação da prisão preventiva do agressor, diante das ameaças e da omissão policial, o Ministério Público também deve avaliar a inclusão da vítima e testemunhas no PROVITA (Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas), pois há relatos de que uma testemunha já mudou de endereço e foi coagida a alterar o depoimento.

O Ministério Público pode investigar as estranhas falhas no inquérito

As falhas apontadas no inquérito policial — ausência de flagrante, falta de perícias, negligência com provas audiovisuais e com a arma de fogo, atraso no exame sexológico e atendimento médico irregular — não são meros erros burocráticos e assombram Parauapebas, representam vulnerabilidades que colocam em risco a credibilidade da investigação e principalmente a segurança da vítima e das testemunhas.

O Ministério Público do Pará deve instaurar procedimento para apurar a conduta da autoridade policial e sanar as irregularidades, sob pena de comprometimento definitivo da justiça no caso.


CANAIS DE DENÚNCIA E PROTEÇÃO

Disque 100: Direitos Humanos (Violência contra crianças e adolescentes)

Conselho Tutelar de Parauapebas: Atendimento de urgência e medidas protetivas

DEAM: Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher

MPPA: Ministério Público do Estado do Pará

NOTA EDITORIAL: É dever e compromisso preservar integralmente a identidade da vítima em todas as etapas de cobertura, em estrita observância à Lei 13.431/2017. Qualquer identificação por iniciais visa exclusivamente proteger a adolescente de revitimização. Seguiremos acompanhando o desdobramento processual dos autos que tramitam em segredo de justiça.

sexta-feira, 31 de julho de 2026

MPF investiga prefeito de Parauapebas (PA) por atos de racismo religioso


Autogravação em rede social mostra o gestor chutando elementos litúrgicos e proferindo ofensas contra religiões de matriz africana

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou apuração nas esferas civil e criminal para apurar atos de racismo religioso praticados pelo prefeito de Parauapebas (PA), Aurélio Ramos de Oliveira Neto. Na última quarta-feira (29), o gestor publicou vídeos em suas redes sociais nos quais aparece chutando elementos litúrgicos de um ritual de matriz africana em via pública e proferindo declarações racistas e ofensivas.

As imagens mostram o prefeito espalhando alimentos e bebidas ritualísticas pela pista e proferindo termos estigmatizantes para se referir às práticas religiosas.

Para o MPF, a conduta viola o direito fundamental à liberdade de consciência e de crença, garantido pela Constituição Federal. O órgão ressalta que o Supremo Tribunal Federal (STF)

já reconheceu que a utilização litúrgica de elementos rituais integra a essência e o dogma das religiões de matriz africana, estando plenamente protegida pelo ordenamento jurídico.

Além disso, a conduta do prefeito fere a Convenção Interamericana contra o Racismo e a Discriminação Racial, da qual o Brasil é signatário.

Capacidade de influência – A investigação destaca ainda que agentes públicos possuem inequívoca capacidade institucional de influência social, circunstância que potencializa os danos produzidos pelo discurso discriminatório. O uso da autoridade inerente ao cargo para promover o menosprezo a manifestações religiosas fere frontalmente os princípios da laicidade estatal, da igualdade, do pluralismo e da dignidade da pessoa humana.

Fundamentação legal - Segundo o despacho, a conduta enquadra-se, em tese, ao art. 20 da Lei nº 7.716/1989 (crimes resultantes de discriminação ou preconceito de religião), com agravantes por ter sido praticada por funcionário público e veiculada por meio de redes sociais. Nesses caso, as penas podem chegar de 2 a 5 anos de reclusão. Além disso, viola o Decreto nº 12.278/2024 (Política Nacional para Povos e Comunidades Tradicionais de Terreiro e de Matriz Africana).
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*Matéria reproduzida do MPF - Clique no: www.mpf.mp.br/o-mpf/unidades/pr-pa/

terça-feira, 14 de julho de 2026

PADRASTRO É ACUSADO DE ABUSO SEXUAL EM PARAUAPEBAS. AGRESSOR SOLTO, VÍTIMA SEM PROTEÇÃO


O Crime: Uma Adolescente Sob Ameaça

Na noite de 28 de junho de 2026, uma adolescente foi submetida a duas horas de abusos sexuais e ameaças de morte por seu próprio padrasto, gerente de uma importante concessionária de motos no município de Parauapebas. O crime foi registrado em ocorrência na Delegacia de Polícia Civil.

O caso ocorreu por volta das 23h, em um ambiente onde a confiança familiar foi utilizada como ferramenta de subjugação. A vítima conseguiu escapar apenas quando o agressor saiu da sala. 

A vítima foi acolhida por familiares e conseguiu registrar a ocorrência na delegacia.

Apesar do relato da vítima ter sido corroborado pelo Laudo do IML, o agressor continua solto, levantando questionamentos urgentes sobre a eficácia das medidas de proteção à vítima. 

O caso revela não apenas a brutalidade individual, mas o colapso das instituições que deveriam garantir a integridade de menores em situação de vulnerabilidade.

Falhas institucionais

A investigação jornalística identificou lacunas críticas no atendimento inicial e na prevenção. Primeiramente, a investigação deveria ficar pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) ou da Criança e Adolescente, mas está sendo conduzida por uma delegacia não especializada, urgente que o Ministério Público acompanhe o caso.

A demora da integração entre a Polícia Civil e os órgãos de acolhimento. Em casos de violência sexual, as primeiras 24 horas são cruciais para a preservação de provas biológicas e para o início do protocolo de profilaxia de doenças sexualmente transmissíveis. Relatos indicam que o fluxo de atendimento entre a delegacia e o centro de perícia médica ainda sofre com burocracias que expõem a vítima a uma revitimização desnecessária, obrigando-a a repetir o relato traumático múltiplas vezes para diferentes agentes.

Outro ponto, não há monitoramento prévio de famílias com histórico de conflitos internos em Parauapebas demonstra a fragilidade da assistência social básica. O Conselho Tutelar da região enfrenta carência de recursos e pessoal, o que resulta em uma atuação puramente reativa, e não preventiva.

Impacto e consequências

Para a vítima, as consequências transcendem o dano físico. O trauma psicológico de uma violação que durou duas horas, sob ameaça de morte por alguém do círculo familiar, gera sequelas como transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), depressão e isolamento social. A quebra da confiança no ambiente doméstico — que deveria ser o local de maior segurança — compromete o desenvolvimento saudável da adolescente.

Para a sociedade de Parauapebas, o caso serve como um alerta amargo. A impunidade ou a lentidão na resposta institucional envia uma mensagem de permissividade para outros agressores. 

A violência contra a mulher e o menor em cidades de fronteira econômica tende a ser invisibilizada, e o presente caso rompe essa cortina, exigindo que a comunidade cobre maior transparência e eficiência dos seus governantes.

O Sol do Carajás continua acompanhando este caso e seus desdobramentos, encaminhando toda as informações recebidas para a Secretaria Nacional de Enfrentamento à Violência contra Mulheres (SENEV) a ao órgão nacional de Prevenção e Combate ao Abuso e Exploração Sexual da Criança e do Adolescente.

terça-feira, 16 de junho de 2026

GAECO faz operação em Parauapebas/PA e PM 'segurança de fato' do prefeito rouba a cena


O Gaeco foi na residência do prefeito de Parauapebas/PA

Na manhã desta terça-feira (15/06), o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriu mandados de busca e apreensão na residência do prefeito de Parauapebas. A operação, que ocorre sob sigilo, ganhou contornos inesperados com a presença de um policial militar que atuaria como 'segurança de fato' do prefeito, apesar de constar como nomeado em cargos comissionados na Secretaria Municipal de Segurança Institucional (Semsi), conforme registros oficiais.

Prefeito ausente, PM presente

A movimentação de viaturas descaracterizadas e agentes do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA - AQUI) surpreendeu a vizinhança nas primeiras horas do dia. O alvo principal era a residência oficial do chefe do Executivo municipal, onde foram apreendidos documentos e dispositivos eletrônicos.

No entanto, o prefeito não se encontrava no local. Informações colhidas pela reportagem indicam que o gestor cumpre agenda no Rio de Janeiro. Até o fechamento desta edição, o MPPA não havia emitido nota oficial detalhando o escopo da investigação ou se há outros alvos na administração pública.

Um PM roubou a cena, o sujeito ((veja aqui) foi avistado nos arredores da residência do prefeito e diz em vídeo que estava "acompanhando o Ministério Público' e 'apoiando a operação', apesar de se autoproclamar 'segurança de fato do prefeito'.

Arma do prefeito foi entregue ao PM 


A operação deflagrada pelo GAECO em Parauapebas, tudo indica, resultou na apreensão de uma arma de fogo na residência do prefeito e tomou um rumo jurídico atípico após a entrega do armamento ao PM Freitas

O fato central reside na exibição pública do item apreendido pelo militar, que exerce funções administrativas e de segurança pessoal simultâneas, levantando uma série de questionamentos.

Após a apreensão, o PM Freitas gravou e publicou um vídeo em frente à sede do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) exibindo a arma, o estojo e as munições. Na gravação, o militar afirma categoricamente que o armamento foi "devolvido após conferência". O episódio gera um vácuo jurídico: não há clareza sobre qual autoridade autorizou a entrega do objeto supostamente apreendido na casa do prefeito para um terceiro. 

De bermuda e camiseta regata

O PM Freitas gravou vídeo na frente do prédio do Ministério Público do Pará, de bermuda e camiseta regata.

O PM Freitas encontra-se em uma situação funcional complexa. Tudo aponta que oficialmente ele foi cedido pelo governo do Estado para a "escolta institucional do prefeito", acontece que ele também foi nomeado em 14/04/2026 (conforme Diário Oficial) para o cargo comissionado de Coordenador de Operações, Tecnologia e Pesquisas da Semsi. 

O próprio PM se declara "segurança de fato do prefeito" ao mesmo tempo que acumula um cargo administrativo de gestão, levantando questionamentos sobre a legalidade do vínculo funcional do agente com o erário municipal.

Ascom

A Ascom/PMP (veja - aqui) publicou matéria, em 25/05/2026, onde informa que o PM Freitas seria o coordenador do Centro de Controle Operacional (CCO), órgão vinculado à Secretaria Municipal de Segurança Institucional (Semsi). 

É de fato? É de direito? 

O Diário Oficial do Município, na edição n° 1300 de 14/04/2026 (páginas 7 e 8 - aqui),  registra a nomeação do PM Freitas para o cargo de coordenador do Centro de Controle Operacional (CCO), no mesmo Diário, também foi publlicada a sua exoneração do cargo de Chefe do Núcleo de Inteligência, ambos vinculados a Semsi.


Fica evidente, segundo a própria Ascom, o PM Freitas já desempenhava as atribuições de um cargo muito antes da sua exigida nomeação. 

Também, pertinente questionar se nas atribuições dos referidos cargos tem a atividade de "segurança de fato" do prefeito de Parauapebas?

Questões pendentes de esclarecimentos

Para a manutenção da transparência pública, as seguintes perguntas exigem resposta das autoridades:

  1. Qual a base legal para a entrega imediata de arma apreendida em operação do GAECO?
  2. O PM Freitas foi formalmente nomeado depositário fiel pelo Poder Judiciário?
  3. A nomeação para cargo comissionado na Semsi é compatível com a função de escolta militar?
  4. Houve autorização judicial específica para que o armamento saísse da custódia do MPPA?
  5. Quem arca com os custos da segurança pessoal do prefeito: o Estado ou o Município via cargo comissionado?
  6. A exibição da arma em vídeo configura uso indevido de cargo para autopromoção ou intimidação?
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O prefeito gravou vídeo ao lado da sua esposa sobre a operação: Veja AQUI

Redes sociais - vídeo do PM nos arredores da casa do prefeito

terça-feira, 26 de maio de 2026

O Ministério Público investiga contratação em massa de temporários em Canaã dos Carajás/PA


Abusos no governo de Josemira Gadelha

Uma Ação Popular revela um quadro de total descontrole na administração Josemira Gadelha, no município de Canaã dos Carajás/PA, a desproporção de 3.086 temporários para 1.626 efetivos é gritante e não resiste ao controle de legalidade, o assunto já repercute nas redes sociais (aqui).

A partir das denúncias, o Ministério Público do Pará instaurou o Inquérito Civil n° 06.2025.00001879-5 e expediu a Recomendação n° 01, de 06 de maio de 2026.

Diante do quadro abusivo, o promotor de Justiça responsável pela Recomendação número 01/2026, concedeu prazo de 30 dias para que a gestão municipal apresente um plano de redução desses contratos, sob risco de responder por improbidade administrativa, seguindo o precedente do município vizinho de Parauapebas, onde o prefeito foi condenado à perda do cargo por prática semelhante.

Além disso, segundo o MPPA, a administração municipal omitiu-se em prestar informações e documentos requisitados pelo órgão ministerial durante a fase preliminar de apuração.

Tem concurso

O mais absurdo, o governo de Josemira Gadelha realizou concurso público (Edital do Concurso Público de Nº 01/2024, homologado em 15 de agosto de 2025), pasmem, o certame ainda está no seu prazo de validade de 2 (dois) anos, contados da data da publicação da homologação do resultado final no Diário Oficial do Município, podendo ser prorrogado uma única vez, por igual período.

Inexplicável, mesmo com centenas de candidatos aprovados, a prefeitura de Canaã dos Carajás mantém contratações temporárias massivas e sem justificativa técnica plausível. 

Afastamento

A situação de Canaã dos Carajás é pior que o caso de Parauapebas, município limítrofe que também integra a província mineral de Carajás. 

Em Parauapebas, a Ação Civil de Improbidade número 0804356-20.2020.8.14.0040 resultou na condenação em primeira instância do ex-prefeito. A sentença, proferida em 29 de maio de 2023, determinou a perda da função pública do gestor, a suspensão de seus direitos políticos por oito anos, além do pagamento de multa e proibição de contratar com o poder público.

Consequências

Caso a prefeitura de Canaã dos Carajás descumpra a recomendação ministerial e não apresente um plano eficaz de redução de pessoal temporário no prazo estabelecido, o MPPA deverá ajuizar uma ação civil pública por improbidade administrativa contra os gestores locais. O risco de condenação é considerado alto devido à recusa anterior no envio de documentos e à desproporção de contratações, que supera os índices registrados no caso de Parauapebas.

Comparação

Uma análise técnica comparativa entre os dois casos de contratações temporárias abusivas nos municípios de Canaã dos Carajás (objeto da recomendação e do inquérito civil) e Parauapebas (objeto da sentença condenatória por improbidade administrativa), evidencia que a gestão de pessoal do governo Josemira Gadelha tem grave 'desvio de finalidade'.

Ambos os municípios estão localizados na província mineral de Carajás (PA), com expressivas receitas oriundas da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM).

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Prefeito diz que pode ser preso e grava vídeo com agressões e ameaças aos vereadores de Parauapebas/PA

Prefeito xinga e ameaça vereadores de Parauapebas/PA

O prefeito de Parauapebas publicou nas redes sociais mais um polêmico vídeo, onde acusa vereadores de serem membros de quadrilha, chama vereadora de "corrupta, afirma que a filha dela estudava em Gurupi/TO, mas era servidora lotada numa secretaria municipal de Parauapebas".

"Casca de bala virou casca de banana"

As agressões do prefeito também foram dirigidas ao presidente da Câmara, vereador Anderson Moratório, dizendo que o antes "casca de bala" agora não passa de um "casca de banana".

Prefeito diz que pode parar na cadeia

No vídeo, o prefeito diz que "pode parar na cadeia", mas tem algumas "cartas na manga", o prefeito confessa que "tinha muitas auditorias que nós paramos de mexer, porque nós queriamos ser diplomata".

Impeachment

O fato é: o impeachmente entrou na ordem do dia em Parauapebas/PA, isso se o Ministério Público e a Justiça não chegarem primeiro!

Fraude à cota de gênero: a primeira das três ações de Parauapebas/PA chega ao TSE


Fraude à cota de gênero

No município de Parauapebas/PA foram abertas três ações para investigar casos de "fraude à cota de gênero", o primeiro deles finalmente chegou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no dia 19/02, a relatoria do ministro Kássio Nunes Marques, trata da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) n° 0600604-46.2024.6.14.0106 , cujo autor é o ex-vereador Zacarias Marques e envolve as candidaturas do PL, caso seja provido pelo TSE implicará na perda do mandato do vereador Fred Sanção.

A expectativa é os outros casos também cheguem ao TSE em breve.

O caso

O caso é clássico e aponta que as candidaturas fictícias apresentaram prestação de contas “zerada”, sem arrecadação própria, sem doação de pessoa física e sem repasse do FEFC e do Fundo Partidário, sem atos efetivos de campanha e com votação inexpressiva, predicados considerados suficientes pela jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral para concluir pela presença de fraude a cota de gênero, conforme a Súmula 73 da Corte Superior.

Sentença e acórdão 

A sentença do juízo zonal em Parauapebas/PA contrariou o parecer do Ministério Público Eleitoral que demonstrou cabalmente tratar de candidaturas apenas formalmente registradas, sem mobilização efetiva, com despesas zeradas, sem campanha ostensiva, baixa votação e nenhuma prova de atividade eleitoral relevante. 

O acórdão do Tribunal Regional Eleitoral confirmou a sentença, afastando a caracterização da fraude, considerando como atos de campanha a movimentação ocorrida no período da pré-campanha, sendo que no período da campanha eleitoral (16.08 até a véspera do pleito) foi comprovado uma única postagem em redes sociais, em 10.09.2024, ato isolado e que não atende a exigência de atos efetivos de campanha.

O julgamento no TSE pode significar uma reviravolta no caso.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Keniston Braga é eleito presidente da Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados


Presidente

Keniston Braga foi eleito para presidir a Comissão de Desenvolvimento Urbano (CDU) da Câmara dos Deputados, a conquista é um reconhecimento por uma atuação extremamente qualificada nesses três anos de mandato, Keniston assume o comando dessa importante Comissão focado no fortalecimento dos municípios.

Parauapebas em destaque na Câmara dos Deputados

O deputado federal Keniston Braga foi o mais votado no município de Parauapebas, quando ocupou vários cargos nas gestões do ex-prefeito Darci Lermen, inclusive o de secretário especial de governo da Prefeitura de Parauapebas/PA, onde foi responsável por coordenar projetos estruturantes na cidade, um dos principais polos de mineração do país.

Foco em moradia e saneamento

O deputado Keniston Braga afirmou no discurso de posse que sua gestão será pautada pela busca de soluções concretas para os desafios das cidades brasileiras, com especial atenção a programas habitacionais e infraestrutura sanitária.
"A gente sabe a importância desses temas que são discutidos aqui, como o Minha Casa Minha Vida, a moradia e o saneamento básico, enfim, todos os aspectos que envolvem o viver em cidade". (Keniston Braga)
Resultados

Em 2026, o deputado Keniston Braga já conseguiu autorizar mais de R$ 40 milhões para investimentos no Pará, destaque para a saúde, sendo mais de R$ 20 milhões para investimentos na saúde pública.

Em 2025, foram mais de R$ 31,5 milhões destinados pelo deputado para beneficiar à população paraense, foram R$ 16.982.793,00.