Parauapebas tenta um triplo suicídio
Com o resultado eleitoral do primeiro turno, a impressão é que o município de Parauapebas/PA tentou um triplo suicídio: político, econômico e moral.
O suicídio político
Entre os presidenciáveis, o pior candidato para o município de Parauapebas, Flávio Bolsonaro, submisso ao Trump, presidente dos Estados Unidos, foi justamente o que obteve a maior votação, foram 89.244 votos ou 58,95% dos votos válidos.
A cidade além de perder dois deputados, um federal e um estadual, insiste na tentativa de suicídio político iniciada em 2024, nas eleições municipais, aumentando a dose do veneno, é o que mostra a votação dos deputados no município, os ganhadores são todos alinhados ao projeto de submissão do Brasil ao Trump, além da evidente desqualificação dos nomes que lideraram a disputa ao parlamento é triste constatar que não tinham qualquer chance de eleição, buscavam apenas atrapalhar e fazer a cidade perder a sua representação na Alepa e na Congresso Nacional.
O suicídio econômico: o que Trump já fez ao Brasil
Trump, em conluio com Flávio e Eduardo Bolsonaro, já tinha imposto uma sobretaxa de 50%, em meados de 2025, derrubando as exportações para os EUA por 9 meses consecutivos, queda de 11,3% só em abril/2026, compensadas pela negociação do atual governo Lula com a China, aumentando as exportaçoes em 32,5% no mesmo mês para o tigre asiático.
Em julho/2026, Trump, novamente em conluio com os Bolsonaros, impôs uma tarifa adicional de 25%, atingindo 19% das exportações para os EUA.
Em agosto/2026, os EUA acusaram o Brasil de ajudar a China a driblar tarifas e colocaram o país em lista de alto risco comercial. Nove países latino-americanos receberam a mesma acusação.
A "Doutrina Donroe" de Trump, que os Bolsonaros apoiam, declara proeminência americana na América Latina, com objetivo explícito de afastar a China de ativos estratégicos, recursos naturais e infraestrutura da região, exatamente o mecanismo que pode devastar a economia de Parauapebas e do Pará. Não existe mercado americano que absorva o minério de Carajás. A China, por outro lado, tem alternativas de fornecimento (Austrália para ferro), o que dá a Pequim poder de retaliação seletiva, como já fez com carnes brasileiras e com produtos australianos em 2020-2022.
Flávio traduz um cenário de alinhamento e riscos ao Brasil
O chinês é conhecido pela sua paciência, mas não custa lembrar que 'paciência tem limites'.
Uma China que perceba o Brasil como parte do bloco americano, certamente buscará diversificar seus fornecedores e gradualmente diminuirá a participação brasileira no seu mercado, atingindo o fluxo de US$ 77 bi/ano na relações comerciais, o que implicará na perda do superávit recorde de US$ 25,51 bi.
O impacto específico no Pará: o elo mais exposto e mais ameaçado por uma evetual eleição de Fávio Bolsonaro
Canaã dos Carajás, Marabá e Parauapebas exportam cerca de 98,5% para a China (US$ 6,8 bi só no 1º semestre). O minério de ferro de alto teor do S11D não tem mercado alternativo nos EUA, se a China reduzir compras em resposta a um alinhamento Brasil-EUA, não há substituto imediato para a venda desses produtos, a devastação econômica seria total. As receitas de royalties (CFEM) e a economia dos três municípios ficariam na linha de frente de qualquer retaliação.
O pior cenário
O cenário realista para um Brasil alinhado com TRUMP não é "negociar a retirada das tarifas", mas de submissão e subordinação a fundos de investimento sob controle americano e distanciamento da China, viriam restrições à participação chinesa em infraestrutura. Para o Brasil, a conta é pior: o que os EUA oferecem como mercado (9,61% das exportações, em queda, com déficit brasileiro) não compensa arriscar o fluxo chinês de US$ 77 bi (30,72%, em alta, com superávit de US$ 25,51 bi).
Ao Pará, a implicação é direta: Trump exigiria de um governo alinhado/submisso algo que precisamente a região menos pode dar, ou seja, o afastamento da China, comprometendo 98,5% das exportações de Canaã, Marabá e Parauapebas.
Suicídio moral
A cidade destinou uma montanha de votos para um candidato envolvido com mafioso Vorcaro (aqui), a quem pediu R$ 134 milhões, um candidato sócio do Willer Tomaz, advogado e maior golpista do INSS, ambos são acusados de lavagem de dinheiro roubado dos aposentados (aqui).
Tem mais, o sujeito escolheu como vice um acusado de estupro contra uma menina de apenas 13 anos de idade, sendo salvo por uma decisão de arquivamento pelo STF (aqui).
Não bastasse, Flávio Bolsonaro é defensor de um PM que utilizou um fuzil pra assassinar uma criança de apenas 5 anos de idade, a Ana Clara (aqui).
Inacreditável, o sujeito ainda é acusado algo inédito, juntamente com seu sócio, o bandido Willer Tomaz: tomar (roubar) uma ilha, em Angra dos Reis, de um famoso jogador de futebol da seleção brasileira (aqui).
REAGE, PARAUAPEBAS!
