NOTA DE ESCLARECIMENTO
Prezados colegas advogados e advogadas,
Diante das interpretações atribuídas às minhas manifestações neste grupo, considero necessário prestar alguns esclarecimentos.
Inicialmente, quero deixar claro que em nenhum momento tive a intenção de ofender, diminuir ou desrespeitar as mulheres, tampouco as advogadas que integram este grupo. Reconheço e respeito a importância da advocacia feminina, especialmente na defesa dos direitos das mulheres e no enfrentamento da violência doméstica.
Minha manifestação teve um contexto específico: questionar a aparente contradição entre determinados discursos públicos de combate à violência contra a mulher e o apoio político prestado a uma pessoa que, segundo informações divulgadas, é alvo de medida protetiva em favor de sua ex-companheira, em situação que envolve alegações graves de violência psicológica e exposição indevida de imagens íntimas.
Naturalmente, tais fatos devem ser analisados com respeito à presunção de inocência, ao devido processo legal e às decisões judiciais existentes.
O questionamento que apresentei não foi dirigido às mulheres enquanto gênero, nem à advocacia feminina como categoria profissional. Tratou-se de uma crítica à coerência entre posicionamentos públicos e determinadas escolhas políticas.
Entendo que a defesa dos direitos das mulheres deve ser uma causa permanente, independentemente de posicionamentos partidários ou ideológicos. Da mesma forma, considero legítimo questionar eventuais incoerências entre aquilo que se defende publicamente e as atitudes adotadas na prática.
Reconheço que algumas expressões utilizadas em minhas mensagens podem ter sido interpretadas de maneira ofensiva. Por isso, esclareço seu alcance e lamento eventual desrespeito percebido pelas colegas, pois esse não era o propósito da manifestação.
Reafirmo meu respeito a todas as advogadas, inclusive àquelas que possuem posicionamentos políticos diferentes dos meus.
A divergência política não deve impedir o debate democrático, assim como a liberdade de expressão deve ser exercida com responsabilidade e respeito.
Por fim, reitero que minha crítica foi de natureza política e comportamental, não constituindo ataque à dignidade, à capacidade profissional ou à condição feminina de qualquer colega e quem se sentiu ofendida fica meu pedido de desculpas.
Atenciosamente,
Jorgiano Dias Moreira
OAB/PA nº 20.889
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