quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Vale do Rio Doce: do “mar de lama” à construção da Nação (I)

Roberto Requião (PMDB-PR)

Por Roberto Requião e Rennan Martins

"Soma-se a essa realidade fantástica e mais absurda que uma ficção, o fato de as exportações de minérios receberem subsídios na forma de isenções tributárias, desde a lei Kandir, promulgada por FHC. A mineração no Brasil, hoje, é uma verdadeira sangria das veias de nosso país e continente; as corporações mineradoras não só negligenciam a segurança, como não remuneram o Estado brasileiro e seu povo pelo uso dos serviços ambientais fornecidos pelos solos e rios. É o que em economia chamamos de externalidade negativa. As atividades de produção primária usam e por vezes degradam os recursos naturais, deixando o prejuízo a ser assumido pelo meio ambiente e sociedade.

Se no Brasil assistimos à barbárie dos mercados, na Europa e Oriente Médio temos a barbárie dos impérios, que atinge não só Paris, mas principalmente Damasco, Mosul, Trípoli, Beirute… A cada momento nos solidarizamos com centenas de vítimas. O que não ocorre, o que a narrativa hegemônica não nos permite, é adentrar as causas e razões desse ciclo insano de violência contra os povos e a Terra."

3 comentários:

  1. Ainda bem que existem políticos coerentes e decentes que se preocupam não tão somente com o lucro, mas com o ser humano e com o meio ambiente. Essa empresa VALE que pousa de "boazinha" e que "guarda" com o aval poder público a Floresta Nacional de Carajás, é a que mais polui e que leva nossas riquezas a custo de bananas, distribuindo gordos dividendos a seus acionistas e que é também a própria SAMARCO...apenas tenta "tirar o corpo fora".

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  2. Parabéns pelo texto.

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  3. Belíssima reflexão do Deputado!
    Oxalá nossos vereadores possam alcançar a profundidade deste texto e começarem realmente a lutar pelos recursos da nossa região...

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