terça-feira, 30 de outubro de 2012

PF vê crime de lavagem em dinheiro apreendido no Pará

Dinheiro encontrado em avião na cidade de Parauapebas, às vésperas do 1º turno, beneficiaria candidato do PT



Dinheiro apreendido
A Polícia Federal em Marabá, no sudeste do Pará, vai indiciar por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha os envolvidos no transporte de R$ 1,1 milhão apreendido dentro de um avião no aeroporto de Parauapebas, no dia 2, às vésperas do primeiro turno das eleições municipais. O dinheiro, segundo afirmou em depoimento um dos indiciados, seria usado para a compra de votos e pagamento de boca de urna no dia 7 de outubro, data da votação.

De acordo com as investigações, o dinheiro seria usado em favor do candidato do PT à prefeitura do município, José das Dores Couto, conhecido como Coutinho – que perdeu a eleição para o candidato do PSDB, Valmir da Integral, por uma diferença de 20 mil votos.

‘Operação precipitada’. O delegado Antonio Carvalho, porém, disse que não tem como indiciar os acusados por crime eleitoral – incluindo o suposto dono do dinheiro, um empresário de Parauapebas – porque não houve flagrante do delito, o que só poderia ocorrer no dia da eleição.

A operação para que as Polícias Civil e Militar apreendessem o avião com o dinheiro foi montada pelo juiz da comarca do município, Líbio Araújo Moura. Para o delegado, no entanto, a ação foi precipitada, pois a PF deveria ter sido avisada para monitorar os envolvidos até o dia da eleição e flagrar o crime eleitoral.

Depoimentos. A PF já colheu os depoimentos de cinco pessoas. Três foram ouvidas logo depois da apreensão do avião: Adinaldo Correa Braga, sua mulher, Rosângela Noronha Machado Braga, e o piloto de avião Lucas Silva Chaparra. O casal e o piloto foram presos e liberados após prestarem depoimento.

Um funcionário da Secretaria de Saúde de Parauapebas e o proprietário de uma empresa de aluguel de tratores da cidade, que alega ser o dono do dinheiro apreendido, também depuseram no último dia 9. O dono de uma empresa de engenharia que teria efetuado pagamento milionário pelo aluguel de tratores e um coordenador de campanha do PT no município foram intimados, mas não compareceram.

O advogado do empresário que não compareceu ao depoimento alegou que seu cliente estava com “problemas de saúde”.

Procurados, o candidato do PT em Parauapebas e o servidor da Secretaria Municipal de Saúde, não retornaram aos pedidos de entrevista do Estado.

Na ocasião, por meio de nota, o diretório do PT de Parauapebas repudiou o envolvimento da legenda no caso, afirmando que a apreensão do dinheiro não tinha relação com o partido.

Leia matéria original aqui
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Nota: o que mais impressiona em Parauapebas é a completa inércia do Ministério Público do Pará. Essa inércia deveria ser objeto de investigação profunda da PF e do CNMP. Observe que nenhum dos fatos tem participação do MP. Existem denúncias sobres desvios milionários dos recursos da CFEM (royalties) no MPPA e não "anda"!

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