terça-feira, 16 de outubro de 2012

O meretrício do poder legislativo e a esperança de um fim


Gregório de Matos:
o boca do inferno
Muito se fala sobre a capacidade de articulação política do prefeito eleito Valmir da Integral. Não sei dizer muita coisa, pois não o conheço muito bem, mas sei dizer exatamente aquilo que o povo não quer mais para Parauapebas, sei dizer com precisão sobre a prática politica que foi reprovada nas urnas. 

Parauapebas mostrou, com maioria esmagadora, que não suporta mais a prostituição em que se encontra a politica local. E de todos os atos de promiscuidade com o dinheiro público, o mais emblemático, talvez, seja a relação do prefeito Darci com a câmara municipal ao longo desses oito anos de governo petista. Darci nunca respeitou a representatividade popular do poder legislativo, aproveitou-se do fato de termos vereadores, nas duas legislaturas, completamente corruptos, irresponsáveis e vagabundos, e preferiu a forma mais fácil e rápida de aprovar os desmandos e desvios de recursos públicos. 

A forma mais fácil encontrada por Darci Lermen não é a mais original, já que José Dirceu havia dado ao Brasil uma aula de como o poder executivo “deveria” se relacionar com poder legislativo. E aos alunos petistas de Parauapebas a forma encontrada não podia ser outra, e nem mais barata. Todos os vereadores recebiam – e recebem – das mãos do prefeito uma “ajuda de custo” mensal – alguns falam em R$ 30.000,00 –, garantindo-lhe a governabilidade, se é que isso existiu! 

Darci nunca se preocupou em estabelecer uma relação política entre câmara e prefeitura, preferiu o varejo. Sem respeitar os partidos negociava o voto apenas com o vereador. A relação do prefeito com os vereadores girava entorno das respostas as seguintes perguntas: “quanto custa pra você votar nisso? Quanto você me paga para eu votar naquilo?”. 

Essa forma de fazer política foi derrotada e enterrada, assim esperamos. Cabe ao nosso novo prefeito por um basta nessa prostituição. Não podemos esperar novas atitudes de velhas raposas. Dependendo de Euzébio Rodrigues, Miquinhas da Palmares, Odilon e Devanir, tudo continuará como antes e nada mudará, a não ser a tal “ajuda de custo”, essa sim deve mudar, para mais, é claro! Dessa forma a responsabilidade passa a ser do prefeito em dar um tom diferente a essa relação. É ele quem dirá no que governo estará disposto a ceder para constituir uma base governamental sólida. 

A base de todo governo, no poder legislativo, se constitui na relação deste com os partidos representados. Cabe ao prefeito decidir quais partidos interessa conversar para definir sua condição, se base de ou se oposição. Se o partido X decidir que será da base do governo, esse deverá ter espaços para que assuma suas responsabilidades com o projeto de administração que aceitou apoiar. Se o partido Y definir que é oposição, esse deverá se comportar como tal, pois é de extrema importância social que todo governo conviva com oposição política. A unanimidade não é somente burra, mas perigosa. Não podemos correr o risco de termos um novo prefeito com atitudes “darcizistas”.

11 comentários:

  1. Hugo Fernando A. Nogueira16 de outubro de 2012 11:58

    Lindolfo, penso que na próxima conjuntura política ficará difícil negociar com partidos. Pois veja bem: o PT tem 4 vereadores; o PP tem 3. Você acabou de citar que se depender de Euzébio, Miquinha, Devanir e Odilon, tudo continuará como antes e nada mudará! Ora, da meneira como você expôs, entendo que negociar com essas figuras seria persistir na mesma política de mensalão existente na Câmara e Prefeitura. Porém, se formos considerar o critério partidário, como você propõe, seria inviável a governabilidade: Euzébio e Miquinha são PT, Devanir é PP... Juntos, esses dois partidos possuem 7 vereadores (PT=4; PP=3), mais o Odilon do PMDB = 8.
    O que quero dizer com isso: seria sensato comprometer a relação com todo o partido por causa de um ou dois vereadores?

    Portanto, diante desse quadro, acho preferível negociar individualmente com cada vereador, tentando conversar com aqueles que ainda se aproveitam e que não possui um histórico grave de corrupção e "canalhices" enquanto comparsa do governo Darci. E que essa negociação inclua a cobrança do compromisso do edil com o governo e a sociedade, e que o mesmo gere resultados (não chantagens)!

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  2. www.soldocarajas.blogspot.com16 de outubro de 2012 12:35

    Caro Hugo,

    O Gregório tem sua opinião, não é a mesma do Lindolfo e muito menos do Sol do Carajás.

    O PP tem todas as condições de negociar com o futuro governo VALMIR. O PP enquanto partido, ou seja, todos os vereadores eleitos e toda sua força eleitoral que saiu das urnas, eleitos e não eleitos podem compor o governo VALMIR.

    Já o PT, PMDB e PDT, deveriam ficar na oposição, 6 vereadores, tanto por vontade própria dos eleitos e dos seus partidos, como por decisão do próprio governo VALMIR. Esses partidos tiveram candidaturas a prefeito ou a vice e, naturalmente, devem ficar na oposição. É de imaginar que seus candidatos derrotados tenham pretensões que são incompatíveis com a do futuro governo VALMIR.

    É possível o futuro governo ter uma base de 9 vereadores: PSD, PTB, PSDB, PSDC, PV, PSC E PP.

    No entanto, boatos chegam que o PT quer participar do futuro governo, inclusive que teria um interlocutor, um servidor da Câmara, com linha direta com o prefeito eleito, que já estaria negociando com o futuro governo. Mas deve ser apenas boatos, seria um despropósito os vereadores do DARCI participarem do governo VALMIR.

    Mas quem decide é o prefeito eleito.


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  3. Muito bem, quer dizer que o PP de Devanir da Saaep, Roque que você tanto acusou de corrupto neste espaço, Bruno, a quem você chamava até a pouco de menino malino, João do Feijão, o analfabeto, agora podem compor com o governo que passarão a ser heróis de uma resistência socialista em prol da governabilidade? O que é a incoerência de quem se propõe discutir política local...

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  4. www.soldocarajas.blogspot.com16 de outubro de 2012 16:51

    Caro "Psolista",

    O PSOL será governo um dia, torcemos para que isso ocorra em breve, depois falaremos de coerência, aliás, caro companheiro, posso te assegurar, com amplo conhecimento de causa, que Chico Ferreira, parceiro do DARCI, participou ativamente do governo EDMILSON em Belém e chegou em Parauapebas pelas mãos dos atuais "psolistas", mas isso é outro assunto.

    A necessidade de governabilidade e o respeito ao resultado democrático, com os vícios por ventura ocorridos no processo, fazem parte do que podemos denominar de "senso de realidade", por mais subjetivo que este seja, relativizamos, ele é fundamental para qualquer discussão política.

    Um governo em Parauapebas precisará de maioria parlamentar, assim aqui e em qualquer parte, buscar essa maioria é uma questão de responsabilidade do futuro governo. Ele, o prefeito, com a responsabilidade da maior votação que Parauapebas já concedeu a um candidato, deve avaliar bem qual o melhor caminho a seguir, mas qualquer um deles, com cada vereador eleito ou com o partido representado, é uma decisão do prefeito.

    Abs, volte sempre!

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    1. belém o psol já se juntou ao pt antes das eleições terminar.




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  5. Fechar acordo com partido é totalmente diferente de fechar acordo com vereador. Concordo com o Gregório, Lindolfo ou seja lá quem for. Acho que o Hugo está totalmente equivocado. Não é segredo para ninguém que Devanir é uma raposa velha e corrupta, se o prefeito for procurá-lo para fechar acordo, todos sabemos o que ele irá pedir, mas se o prefeito fechar acordo com seu partido, caberá ao partido enquadrá-lo na base de governo. POR INFIDELIDADE PARTIDÁRIA O PARTIDO PODE TOMAR O MANDATO DO VEREADOR. Valmir da Integral, depois de negociar com o partido, não precisará se render aos caprichos de vereador.

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  6. Hugo Fernando A. Nogueira17 de outubro de 2012 00:30

    Como se o partido tivesse controle sobre o voto do vereador..........
    Isso não é o suficiente para abrir margem para uma expulsão do partido!

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    1. Quer dizer que você é realmente estudante de direito?

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  7. Meus caros o novo prefeito precisa do apoio dos vereadores para governar é fato! O que não podemos permitir é o "Kenistons da vida" que é ligado ao PP venha tirar proveito disto, para construir patrimonios gigantescos como o fez na gestão atual, é só investigar um pouco para se notar quanto esse velho "rapaz" desfalcou os cofres publicos ( Alô ministerio publico não precisa de muita burocracia não é só ver pra crer) a eleição passou os animos acalmaram mas o que se apurou nesse blog não pode ficar no esquecimento, pois a população foi assaltada e isso precisa ser investigado doa a quem doer. Lindolfo e a historinha do aviãozinho como ficou? por que a desculpa do dono da Withe tratores foi ridicula, muito sem noção, perai que eu vou mandar um parente de um amigo ir lá em Belém pegar um trocado de um pouco mais de 1 milhão kkkkk, conversa pra boi e vaca dormir sem eira e nem beira, será que alguém acreditou nisso? E quando o papai noel vem mesmo? Nossinhora de Nazaré. Nos informe sobre o caso seus eleitores estão curiosos e ansiosos!

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  8. Foi uma vez em Parauapebas, um candidato de oposição eleito pra mudança e mudou, mudou tudo o que dizia e já agora começa a compra de votos na CMP, no momento através de cargos no governo, depois com o cofre na mão e mais de um bilhão pra torrar o céu azul é o limite. É bom Greg parece até tragédia anunciada, nessa terra de "muro baixo" como diz o ex-coordenador da campanha e quase atual chefe de gabinete do prefeito VI, mais do mesmo menos tragédia e mais comédia. aproveito para sugerir copiar e colar, ou seja pegue os textos do blog e troque DARCI por VALMIR e será bastante atual as matérias de 2013-2016, mas talvez com desfecho diferente, rsss. abraço Osmundo Filho

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  9. É meu caro Gregório, Parauapebas é uma cidade que nasceu com algum tipo de maldição política. Rumores dão conta que a equipe de transição já estaria formada e a coisa é de assustar! Até um indivíduo que já foi demitido por uma grande empresa aérea por ROUBO de cargas de passageiros faz parte da transição!
    Quanto a Câmara Municipal, parece que o prefeito eleito pensa que pode estabelecer um tipo de MONARQUIA. Reinará de forma soberana, sem precisar estabelecer políticas de alianças com os partidos representados no poder legislativo.
    É bom lembrar ao prefeito eleito, assim a história nos ensina: aquele que pensa ser rei, pode acabar como a maioria: deposto, traído por quem mais confiava ou amava, ou coisa pior...

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