sexta-feira, 8 de junho de 2012

CAIU A FICHA
Por Isaías Caminha

No horizonte moribundo dos sujeitos, nem BELa nem fera, mas a rotina dos movimentos cíclicos, trocas de protagonistas numa velha nova peça teatral. É desnecessário dizer do findo, quando tudo está perdido, sem choro nem vela, deixem os homens de lata fora disso, deixem as genis longe dos zepellins, nada disso, sejamos cerebrais.
Velhas elites, novos ricos, os mesmos riscos calculados na ponta dos dedos, a calculadora já pifou, muitos zeros vertidos em antiação. 

Venceu o SIMULACRO, quase realidade, uma realidade, nenhuma possibilidade.
Sem marolinha, nem onda, mediano corporativo, império das paixões, sacanagem refinada de “velhas putas velhas”. Com dinheiro não se brinca, se goza. Percebeu?!

100% sem chance! Aqui nesse cárcere, encerram energias criativas, vilanias perdidas, outras adiadas, outros outubros virão, nessa vereda tropical. Uma pá de cal na memória desta gente, presente contínuo, mês a mês cá lembro duma conta ou outra em desacerto. O resto é futuro, sempre futuro, pra nos lembrar que adiamos o tempo do fazer em troca da promessa do bemvirá. É cômodo! É “terra de muro baixo” uai! Então deixa fazer, deixa passar.

Moral imoralizante, como diria o Neto (Delfin, é claro!) ou quase isso – “primeiro mandamos os bugres para amansar a terra, depois chegam nossotros”. Domadores de feras, homeopaticamente melhoram essa selva – que tiramos das mãos dos indolentes índios e caboclos – o custo é alto, o retorno é caro, então “deu preguiça! Aí ó!” “saída pela direita” dessa esquerda de pés de barro.

Nessa “terra estrangeira” nos reencontramos com as multipossibilidades do criare, mas o que fazer? Ah deixa quieto sô! Um dia acaba o que viemos fazer aqui, minha passagem ao futuro ta na mão manô! É de primeira classe sô pra arredar essa árida fronteira amazônica até o Titicaca, Thiago de Melo que se exploda. Nosso império é um Acre boliviano de Galvez. E tenho dito!

Abraço cortez

Isaías Caminha Neto, seu criado

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