quinta-feira, 12 de abril de 2012

Vale aprova o transporte no rio Tocantins: custos e tempo diminuem em 30%

Uma nova alternativa em transportes está sendo utilizada pela Vale. A empresa acaba de finalizar uma operação piloto, usando o rio Tocantins como nova via de transporte de cargas para o sudeste paraense. Inédita por utilizar a hidrovia Tocantins-Araguaia no sentido Belém/Marabá, incluindo a transposição das eclusas da Hidrelétrica de Tucuruí, a iniciativa promete novas perspectivas de logística para a região amazônica, ao diminuir em cerca de 30% o tempo e os custos do trajeto.


Rapidez, economia e preservação ambiental. “A operação piloto mostrou-se positiva em todos os aspectos. É mais simples porque a ligação do transporte é direta navio-balsa. É logisticamente mais eficiente e rápida porque substitui-se dezesseis carretas [apenas na operação piloto] por uma balsa reduzindo-se o tempo e os custos em 30%. E é ecologicamente sustentável, porque sem as carretas circulando a quantidade de dióxido de carbano lançado na atmosfera diminui sensivelmente”, resume o gerente geral de comércio exterior da Vale, Angelo Donaggio.

No modelo tradicional, as cargas chegam ao Terminal de Vila do Conde, em Barcarena, e são transferidas e distribuídas para as operações da empresa nas cidades do sudeste paraense via rodovia. Com a utilização da nova logística, o trajeto para o transporte da carga, que precisaria de 16 caminhões para levar 425 toneladas de carga do Porto de Vila de Conde até Parauapebas, caiu de 874 km para 165 km de estrada. A expectativa é de que a nova alternativa atenda, no futuro, as obras de construção da siderúrgica Aços Laminados do Pará (ALPA) que está sendo construída pela Vale, em Marabá. “O transporte pela hidrovia vai atender todas as operações da Vale no interior, mas a Alpa será a mais beneficiada uma vez que, nesse caso, o transporte será 100% hidroviário”, lembrou Donaggio.

Em virtude do Pedral de São Lourenço, a navegabilidade da hidrovia hoje limita-se a estação chuvosa, de novembro a junho. Mas com o anúncio oficial do Governo Federal de derrocada das pedras, o caminho ficará livre para operação permanente. “Agora, vamos finalizar os estudos da operação piloto, preparar os contratos para os prestadores de serviço e a partir da próxima temporada de inverno implementar a operação. A tendência é que torne-se uma operação regular, inclusive para outras empresas”, aposta o representante da Vale. (Diário do Pará)

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