terça-feira, 10 de abril de 2012

Ministério Público nos encalços da ALEPA!

BELÉM: Operação Fukushima faz prisões com Busca e Apreensão de documentos e equipamentos

“Através de análises de documentos aprendidos em operações passadas, com novas investigações e oitivas de testemunhas chegamos à operação Fukushima deflagrada na madrugada desta terça (10)", informou o promotor de justiça Milton Menezes, que coordena o Grupo Especial de Prevenção e Repreensão as Organizações Criminosas (Geproc) do MPE.

“A busca e apreensão com prisão de pessoas foi requerida com base no procedimento investigatório que apura crime de lavagem de dinheiro, desvio de recursos públicos e outras fraudes cometidas em desfavor da coletividade”, desabafou o promotor Arnaldo Célio Azevedo, um dos coordenadores da operação.

Participaram os promotores de justiça do MP, Alcenildo Ribeiro, Arnaldo Azevedo, Domingos Sávio Campos, Harrison Bezerra, José Maria Lima Júnior, Pedro Crispino, Milton Menezes, Nelson Medrado, Firmino Matos e Wilson Brandão, nove delegados do Núcleo de Inteligência da Polícia Civil e mais de 20 policiais militares e civis cumpriram a determinação judicial do Juiz de Direito Pedro Pinheiro Sotero, titular da 1ª Vara de Inquéritos Policiais e Medidas Cautelares, que resultou na Busca e Apreensão de centenas de documentos, além de computadores, notebooks e pendrives, com prisões de quatro (4) pessoas envolvidas diretamente nas fraudes relativas a convênios firmados pela Assembléia Legislativa do Estado do Pará (Alepa).
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Nota: um dia essa gente vem aqui em Parauapebas! E esses Promotores que estão aqui terão que explicar por que nada fizeram! 

O coordenador do Geproc explica que a operação é fruto das investigações em mais de 50 convênios firmados pela Alepa na gestão do ex-deputado Domingos Juvenil, que atingiram o montante de mais de R$19 milhões.

Segundo o promotor, a fraude foi detectada a partir de documentos encontrados no computador do ex-chefe de gabinete da Alepa, Edmilson Campos, onde constava uma lista de pedidos/propostas de convênios entre entidades privadas sem fins lucrativos.


“A Alepa não pode fazer convênio. Não é o objeto da instituição fazer trabalho de assistência social”, questionou o promotor de justiça, Nelson Medrado.
“E o mais grave: os convênios não são fiscalizados e nem prestam contas ao Tribunal de contas do Estado”, destacou o promotor Arnaldo Azevedo.

PRISÕES - As prisões ocorreram nas residências do contador Gilberto Silva; da contadora Karla Noely Guimarães Marques; da chefa de gabinete do Deputado Pastor Divino (PRB), Silvana Helena Lobo da Silva e da servidora lotada no gabinete do Pastor Divino, Maria Soreia da Silva Nascimento.
Nove alvos foram atingidos na operação: primeiro as ONGs; a Associação dos Moradores do Bairro do Guamá com sedes em Belém e Barcarena; o Movimento voluntário "Fé para Mudar" (Ananindeua); a Mão Amiga; e a Associação Beneficiente Pará em Ação (Belém); além de quatro residências particulares.

Os documentos apreendidos serão analisados pelo GEPROC e os presos prestam depoimentos e cumprem prisão temporária de cinco dias podendo ser prorrogada por mais cinco. As prisões foram determinadas pelo juiz Pedro Sotero.

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