segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Parauapebas: prévias petistas por Gregório de Matos

Gregório de Matos
Deu Coutinho. Custou caro para que prevalecesse a vontade da Primeira Dama, Odilza Lermen: muito dinheiro, na casa dos milhões; e a história do PT indo embora pelo ralo.

Para avaliarmos o primeiro custo, basta multiplicar. O candidato de Odilza Lermen obteve 248 votos. Apoios arrematados à média de 5 mil reais, negócio de 1 Milhão e duzentos e quarenta mil.

É claro que houve passes superfaturados, como o de uma “liderança” da Palmares II, estimado em 25 mil reais; e aqueles que não passaram de um par de notas de cem; outros, menos inescrupulosos, aderiram pela garantia de seus empregos, os secretários Antonio Neto, Paraíba e Joelma Leite; uns poucos, apenas pelo hábito de bajular a máquina.

A campanha foi bem mais rica. O primeiro turno também consumiu valor aproximado, a média de cada voto também custou ao candidato da máquina governista 5 mil reais. Companheiros históricos do PT, “donos” de uma ética incontestável, como o Chiquinho, era quem carregava a sacola. Dela, e do fundo de sua consciência, ele sacava valores segundo a necessidade de cada “companheiro”.

A estratégia deu certo. Apenas 222 petistas não sucumbiram às tentações dos enviados do Diabo, e Odilza saboreou a vitória por 26 votos de diferença. A Primeira Dama e o prefeito Darci tentarão fazer o ex-imigrante ilegal nos Estados Unidos chefe do Poder Executivo de Parauapebas. O mascote da campanha já está escolhido: um coiote.

O processo de escolha – da forma como aconteceu – de José das Dores Couto para representar o PT na disputa à sucessão em outubro tornou o Partido dividido e consequentemente fragilizado. A banda que foi às prévias com Milton Zimmer não se sente à vontade para ir às ruas pedir voto para o candidato da confiança dos Lermens. É um PT histórico que não dobrou os joelhos para a máquina e não concorda com a forma irresponsável que Darci, Hernandes e Coutinho conduzem o governo.

De todo modo, todo o PT – mesmo aqueles que não toquem na banda podre – sofrerá o desgaste do processo. Pagará, primeiro, pelas mazelas da atual gestão; segundo, por não ter conseguido se contrapor às insanidades do Darci. A vitória de Coutinho nas prévias – um homem que não tem nenhum compromisso com o Partido dos Trabalhadores – é a abreviação da vida política petista em solo parauapebense.

2 comentários:

  1. Você fez uma boa análise Lindolfo...

    E quero acrescentar aqui; dentre os 248 eleitores de Coutinho, podemos resumi-los, basicamente, em dois tipos de ser humano: o OTÁRIO, ou o ESPERTALHÃO!!!

    ResponderExcluir
  2. ...e do Milton: "CONSCIENTE" e "SENSATO"!

    ResponderExcluir