terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Ao Paraíba: quanto vale um traidor, segundo Gregório de Matos, o Boca do Inferno

Gregório de Matos
A História é – também – dos traidores

A História é berço dos heróis. É dela que nascem as fantasias, os mitos e lendas que os transformam em personagens para a eternidade. Mas em seus anais há também um espaço reservado aos traidores. Não há enredo completo sem a participação destes.
Judas ocupa lugar privilegiado. Virou adjetivo para atos de traição. Para entregar Jesus aos soldados romanos, Iscariotes recebeu trinta moedas de prata. É a traição mais famosa da história da humanidade. Ao traidor, arrependido pelo destino que ajudara dar ao amigo nazareno, restou o enforcamento, o suicídio lhe deu alívio à consciência.
O enredo protagonizado por Judas Iscariotes e Jesus Cristo virou metáfora. Serve para mostrar que toda traição tem um preço; e uma consequência a suportar. Tal como a de Judas, uma traição pode ditar os rumos da história.
Ao Paraíba: toda traição tem um preço e uma consequência a suportar
A traição do Paraíba não custou, com certeza, trinta moedas de prata. Ninguém saberá o valor exato que lhe fez pender para o lado do Coutinho nas prévias petistas e virar o fiel da balança capaz de mudar os rumos da história que a direção estadual e nacional de seu partido planejava escrever para Parauapebas.
Todos sabem da preferência que o deputado estadual Milton Zimmer tinha nas instancias superiores do PT. Darci, Coutinho e Margalho não são vistos com muito carinho pela alta cúpula petista, que buscava em Milton uma alternativa viável para o Partido dos Trabalhadores em Parauapebas.
Paraíba fazia parte do grupo que apoiava Milton Zimmer. No entanto, desertou, deixou-se levar pelo “encanto da serpente” e “dobrou os joelhos”. Levou consigo os votos que consagroram José das Dores Couto o candidato petista para disputar a sucessão.
Não houve o beijo da história cristã e nem a crucificação. Mas a metáfora: aquela que fala do destino de todos os vendidos e traidores. Ao Paraíba: a morte política ainda em vida, o olhar de desprezo de seus antigos amigos e companheiros.

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