sexta-feira, 19 de agosto de 2011


Bel é candidata de Darci; PT não poderá fazer nada

Já é certa a aliança de Darci Lermen com sua antecessora, Bel Mesquita. O PT, partido do prefeito, não poderá fazer absolutamente nada.
O PT vai assistir a tudo de braços cruzados. Ou, se preferir, lhe resta ainda duas opções: pode ir às urnas com um nome que não terá o apoio da máquina; ou seguir os mesmos passos de Darci, ir às ruas fazer campanha para a ex-adversária política.
De todo modo, o PT não terá caminho fácil. Darci conseguiu enterrar o Partido dos Trabalhadores. Agora, resta à sigla apenas escolher a porta que não lhe levará à morte política eterna, e que possa, quem sabe, voltar a governar Parauapebas daqui a algumas décadas, quando todos esquecerem que um petista já “desgovernou” este solo.
Não foi só a má gestão de Darci que tornou o PT um partido inviável em Parauapebas; O prefeito não se deixou ofuscar por ninguém em seus quase oito anos à frente do executivo. Fez de tudo para que novas lideranças não germinassem em seu partido e ele continuasse, assim, única estrela petista.
Vê-se que pelo menos em parte a estratégia funcionou. Mesmo sem brilho, Darci continua sendo a única estrela petista. O PT de hoje não tem nomes com viabilidade eleitoral.
O próprio PT deixou-se levar pela estratégia do prefeito. A inércia não foi voluntária, foi por incompetência. Ao longo de quase oito anos no governo o Partido dos Trabalhadores trilhou uma trajetória incoerente com a de quem governa e com a sua própria história: não cresceu, ao contrário, diminuiu, pois alguns nomes históricos do partido lhe viraram as costas tão logo sentiram o gosto do poder e deixaram a sigla sem rumo – preferiram a burocracia à árdua tarefa de cuidar de suas bases políticas; foi conivente com a corrupção de Darci e meia dúzia de amigos seus, todos trazidos de fora.  
Hoje o PT se prepara para pagar o alto preço por não ter conseguido enquadrar Darci. A aliança do prefeito com sua antecessora, Bel Mesquita, será o golpe de misericórdia no partido que hoje governa o País. Um eventual nome petista para disputar a prefeitura terá de suportar no decorrer da corrida eleitoral toda a rejeição do governo Darci – que não é pouca –, e, além disso, não terá o apoio da máquina, que estará comprometida em apoiar a tática do prefeito.
O PT foi enganado. Ou deixou-se enganar. O consórcio Darci e Bel não é novidade. Comenta-se no submundo da política que ele existe desde 2004, quando o PT triunfou nas urnas. Foi uma campanha milionária. Deve-se – dizem – o sucesso ao apoio da então prefeita. Oficialmente, o seu candidato era o peessedebista Faisal Salmen, que acabou sem ver um centavo trazido para a sua campanha. Ele também foi enganado.
O retorno de Bel Mesquita ao executivo parauapebense é apenas o cumprimento de uma parte do acordo de 2004. No entanto, há formas de desfazê-lo. Mas para isso o PT teria de declarar guerra contra Darci. É algo difícil de acontecer, pois seus principais nomes dividem-se entre aqueles que têm medo de afrontar o patrão – funcionários do governo; e aqueles que, mesmo sem ocupar cargo na máquina – o caso da bancada petista –, encaixam-se bem na descrição que Ciro Gomes deu a alguns políticos do PT: são uns mijões nas calças.
E se temos de apontar culpados e levá-los para o paredão, devemos começar pelos vereadores do PT. É principalmente deles a culpa por tudo isso. Deviam ter seguido a cartilha petista, mas, ao contrário preferiram fechar os olhos para todas as mazelas do governo e abriram “a$ mão$” para o Darci. Fizeram cursinho intensivo na escola dos que já haviam passado pela Câmara. O diploma poderá ser, num futuro não muito distante, um passaporte para o fracasso político de todos e outro, quem sabe, para a cadeia. 
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Nota: o Blog publica o texto do leitor GREGÓRIO DE MATOS. O Blog concorda com a análise realizada e aceita de muito bom grado a contribuição. Espera-se que o PT reaja e enquadre seu "prefeito trambiqueiro"!

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