domingo, 26 de junho de 2011

Marcelo Déda (PT) - mudou a realidade do menor Estado nordestino


Sergipe é um estado com 22 mil km2 e 2,3 milhões de habitantes. A dimensão do seu mercado, por si, não atrai grandes grupos, ao contrário do vizinho Bahia que é quase um país.

A saída foi trabalhar com a ideia de Sergipe como posição estratégia para acessar parte dos mercados da Bahia, Alagoas e Pernambuco. O lema passou a ser: temos 2,3 milhões de consumidores em Sergipe e 30 milhões nos estados vizinhos, prontos para adquirir nossos produtos.

A estratégia logística

O segundo passo foi identificar as cadeias produtivas mais promissoras: fertilizantes, alimentos, calçados, têxteis, gás e petróleo. Para tanto, foi fundamental desenvolver a infraestrutura de estradas com os investimentos do PAC, especialmente na BR 101 (norte-sul) e 235 (leste-oeste) e acrescentou mais R$ 400 milhões de recursos próprios para recuperar as demais rodovias estaduais, dando ênfase àquelas que iam aos estados vizinhos.

Qualidade de vida

Acenou-se também com as condições de vida do estado e de Aracaju. Hoje em dia, Sergipe disputa com Rio Grande do Norte o título de melhor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do nordeste, além de maior PIB per capita da região. Além disso, em todas essas décadas houve avanços. Hoje em dia a atividade rural representa apenas 7% do PIB, dominado por serviço, indústria extrativista e indústrias manufatureiras tradicionais.

Revolução social

As políticas sociais beneficiaram Sergipe, assim como outros estados nordestinos. O grande fator a injetar recursos na região, segundo Deda, foi o aumento do salário mínimo. E também o avanço do minifúndio. A agricultura familiar passou a ter um papel fundamental na economia sergipana. Visitei o estado nos anos 90. A política social na época consistia em dar um casal de bodes para cada família no campo.

Agricultura familiar

O grande fenômeno no estado foi ter se tornado o segundo maior produtor de milho do nordeste, com 60% da produção proveniente da agricultura familiar, parte considerável das quais de assentamentos de reforma agrária. Para contornar a burocracia do INCRA, Deda acertou direto com a Presidência da República o assentamento de 1.100 famílias, fazendo em um ano o que o INCRA levaria no mínimo dez.
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Nota: exemplos que Ana Júlia e Darci Lermen poderiam ter conhecidos. No primeiro caso, foram apenas 4 anos jogados fora. No segundo, Darci, são 8 anos jogados fora. Em ambos se perdeu um enorme capital político. Uma página que quanto mais rápido o PT virar, melhor para o futuro do partido.

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